O modelo de abertura de mercados na teoria da base econômica e base de exportação

Quando falamos da base econômica e da base de exportação precisamos imaginar uma divisão da produção na região. São elas “Atividades básicas e Atividades não-básicas”. Resumidamente, as primeiras são voltadas para as exportações enquanto a segunda para a demanda da região. Chamaremos agora de Coeficiente-base a relação entre as vendas do setor básico e não-básico. Esse coeficiente varia conforme o tamanho da região, ou seja, quanto maior o espaço geográfico da região maior será a importância das atividades não-básicas (podemos comparar por exemplo o território ocupado pelos Estados Unidos com o ocupado pelo Uruguai, onde os Estados Unidos possuem maior oportunidade de produção variada). Desta forma, as regiões menores tendem a depender mais da exportação como algo fundamental para seu crescimento. Sendo assim, o conceito de região deve ser redefinido a fim de ter como foco a base EXPORTADORA, sendo ela o determinante fundamental do crescimento.

Quando se aumenta a produção com foco na exportação, naturalmente desenvolvem-se os centros nodais. Porém, o que seriam centros nodais? São como centros comerciais de transferência e processamento de produtos exportados ou importados. Os centros nodais são importantes, pois a partir deles desenvolvem-se indústrias relacionadas a esses setores que irão aumentar a produção local, aumentar a renda per capita e, a partir disso, desenvolver outros setores, tais como o secundário e terciário. Vale lembrar que os setores secundários e terciários surgirão a partir de uma base exportadora.

Sendo assim, com a exportação começaremos a ter características distintas na indústria local, tal como no padrão de industrialização e no investimento, com a criação de novas atividades e que poderão em um futuro se dedicar a um mercado exportador, ampliando a base exportadora da região.

Como analisado acima, não só no meu ponto de vista o comércio exterior tem um papel fundamental e de suma importância para o desenvolvimento e crescimento do país. Isso ocorre no Brasil desde o momento de implantação do capitalismo real, no momento do inicio da exportação do café mais precisamente no início do século XX (espero que o leitor entenda meu embasamento na literatura de Cardoso de Mello onde o capitalismo no Brasil surge com a indústria de café e a exportação do mesmo com a utilização da mão de obra assalariada em decorrência da diminuição da escrava) e estende-se por todo o século principalmente a partir da década de 60 onde o Brasil realmente teve maior abertura para o resto do mundo.

Conclui-se deixando clara a ideia de que um país exportador maximiza sua produção, sua renda e a partir destes, outros fatores direta ou indiretamente ligados a exportação e, da mesma forma, mostra a importância do profissional de comércio exterior no contexto atual e de abertura ao mercado externo.

Fonte:

PINHO, Diva Benevides; VASCONCELOS, Marco Antônio. Manual de Economia. 5º Edição. São Paulo: Editora Saraiva.

Texto enviado pelo colaborador Fernando D. Zambrona, Graduando em Gestão De Políticas Públicas da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP.

Sobre Alex Oliveira

Graduado em Comércio Exterior e Técnico em Informática.
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