As vantagens da exportação para as empresas

Muitas são as vantagens da exportação para as empresas. Souza (2003, p. 131) considera que “a atividade de exportação é uma alternativa de desenvolvimento de determinada empresa”.

Para o MDIC, a exportação oferece as seguintes vantagens:

a) a diversificação de mercados:

A estratégia de destinar uma parcela de sua produção para o mercado interno e outra para o mercado externo permite que a empresa amplie sua base/carteira de clientes, o que significa correr menos riscos, pois, quanto maior o número de mercados ela atingir, menos dependente ela será. A diversificação de mercado permite, ainda, que a sazonalidade do produto seja eliminada, isto é, uma empresa que fabrica produtos voltados para o clima frio, poderá produzi-los o ano inteiro, porque terá diferentes mercados onde vendê-los, e não dependerá somente das estações nacionais. (MDIC, 2012)

b) o aumento da produtividade:

Quando uma empresa começa a exportar, sua produção aumenta numérica e qualitativamente. Isso ocorre devido à redução da capacidade ociosa existente, que é obtida por meio da revisão dos processos produtivos. Com o aumento da produção, naturalmente, aumenta também a capacidade de negociação para a compra de matéria-prima. Com isso, o custo da fabricação das mercadorias tende a diminuir, tornando-as mais competitivas e aumentando a margem de lucro. (MDIC, 2012)

c) melhora da qualidade do produto:

Outra vantagem bastante perceptível é a melhoria da qualidade do produto. Esta também tende a aumentar, pois a empresa tem que adaptá-lo às exigências do mercado ao qual se destina, o que a obriga a aperfeiçoá-lo. Ao ingressarem no mercado internacional, as empresas adquirem tecnologia, pois os países desenvolvidos exigem dos seus fornecedores normas e procedimentos que, com o tempo, são internalizadas e passam a ser rotineiras e, assim, todos os seus negócios posteriores com o exterior, ou com o mercado interno serão feitos dentro dessas normas. A interação com novos mercados propicia o acesso a novas tecnologias. As empresas exportadoras passam a adotar programas de qualidade e a desenvolver testes em seus produtos, passando a implantar mecanismos que garantam sua qualidade, para evitar problemas com os importadores, e até uma possível devolução da mercadoria. (MDIC, 2012)

d) diminuição da carga tributária:

As empresas que exportam podem utilizar mecanismos que contribuem para uma diminuição dos tributos que normalmente são devidos nas operações no mercado interno, são chamados de incentivos fiscais. Os incentivos fiscais são benefícios destinados a eliminar os tributos incidentes sobre os produtos nas operações normais de mercado interno. Quando se trata de uma exportação, é importante que o produto possa alcançar o mercado internacional em condições de competir em preço e, por isso, ela pode compensar o recolhimento dos impostos internos […] como o IPI, ICMS, COFINS, PIS e o IOF. (MDIC, 2012)

e) melhoria da empresa:

Geralmente, quando uma empresa passa a exportar ela obtém melhoras significativas, tanto dentro da empresa (novos padrões gerenciais, novas tecnologias, novas formas de gestão, qualificação da mão-de-obra, agregação de valor à marca) quanto fora (melhoria da imagem: frente a clientes, fornecedores e concorrentes). Ao tornar-se uma empresa exportadora, a sua imagem muda. O seu nome e a sua marca passam a ser uma referência em relação à concorrência, e ela passa a ser vista como uma empresa de produtos de qualidade. Os compradores no exterior são bastante exigentes, e tanto os clientes quanto os fornecedores sabem que a empresa que está exportando consegue colocar seus produtos no exterior graças ao seu esforço em se tornar mais competitiva. A empresa passa a gerar novos empregos, devido ao aumento da produção, e os funcionários passam a sentir orgulho de trabalhar em uma empresa que exporta seus produtos. (MDIC, 2012)

Para a exportação, há inúmeros incentivos concedidos pelo governo brasileiro. A compensação dos impostos é o principal deles, uma vez que faz com que o preço das exportações se torne competitivo no exterior.

No IPI – Impostos Sobre os Produtos Industrializados – os produtos exportados não sofrem incidência; no ICMS – Imposto Sobre circulação de Mercadorias e Serviços – não incide sobre operações de exportações; na COFINS – Contribuição para Financiamento da Seguridade Social – as receitas decorrentes da exportação são excluídas na determinação da base de cálculo; no PIS – Programa de Integração Social – as receitas decorrentes da exportação são isentas da contribuição; no IOF – Imposto sobre Operações Financeiras – as operações de câmbio vinculadas à exportação (serve também para outros bens e serviços) têm alíquota zero. (MDIC, 2012)

Fontes:

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR. Consolidação das Portarias SECEX. Disponível em: http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&menu=3175. Acesso em: 11. Nov. 2012.

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR. Exportação. Disponível em: http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&menu=245. Acesso em: 11 nov. 2012.

SOUZA, Cláudio Luiz Gonçalves de. A teoria geral do comércio exterior: aspectos jurídicos e operacionais. Belo Horizonte: Cultura Jurídica – Ed. Líder, 2003. 248p. ISBN 8588466309

Sobre Alex Oliveira

Graduado em Comércio Exterior e Técnico em Informática.
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