Marketing: Um estudo conceitual

Com o crescimento da competitividade, tanto no mercado interno como externo, buscam-se formas de se sobressair sobre as empresas concorrentes. Através de estratégicas e planejamentos que visam alcançar eficientemente um diferencial no mercado, tem-se o marketing, que não só estimula as vendas, mas também o desenvolvimento dos negócios e a qualidade dos produtos da empresa. Nesse sentido, Las Casas afirma que:

Com o acirramento da concorrência em vários setores da economia, as empresas passaram a esforçar-se para comercializar seus produtos de maneira eficiente. Consequentemente, mais do que nunca a exposição de todos os indivíduos ao marketing tem sido intensa e ocorrido a quase todo momento. (LAS CASAS, 2001, p. 13).

O marketing, muitas vezes, é definido e entendido erroneamente pelas pessoas. Pode-se perceber isso através do artigo de Carneiro, que demonstra o seguinte:

É comum observarmos pessoas se referindo ao marketing com um tom pejorativo, associando-o somente a propaganda, publicidade, vendas e, o que é pior, a “enrolação” e enganação – como se o marketing fosse uma ferramenta para ludibriar as pessoas, mascarando um defeito de um produto, ajudando a eleger um candidato ruim ou induzindo o consumidor na compra de um produto. (CARNEIRO, 2008)

Na verdade, o marketing não é nada disso. A expressão anglo-saxônica marketing vem do inglês e deriva do latim mercátus. Em português significa mercadologia, comercialização ou ação de mercado. Com essa apresentação, vê-se que o (verdadeiro) marketing se preocupa em satisfazer necessidades e não em “criá-las”. Portanto, o marketing não é um “vilão”, ele é uma ferramenta importante para o equilíbrio social. (Carneiro, 2008).

Para a American Marketing Association, citada por Carneiro (2008), “o marketing é uma função organizacional e um conjunto de processos que envolvem a criação, a comunicação e a entrega de valor para os clientes, bem como a administração do relacionamento com eles, de modo que beneficie a organização e seu público interessado.” De certa forma, essa definição não difere muito do que demonstra Keller e Kotler (2007, p.4), os quais evidenciam que “o marketing envolve a identificação e a satisfação das necessidades humanas e sociais. Para defini-lo de uma maneira simples, podemos dizer que ele supre as necessidades lucrativamente”.

Cateora, citada por Schneider (2002 p. 13), afirma que “marketing internacional é a realização das atividades empresariais que diferenciam o fluxo de bens e serviços de uma empresa para os seus consumidores ou usuários em mais de um país, visando à obtenção de lucro”.

Nesse momento é importante destacar que marketing internacional não tem o mesmo sentido que marketing global. Jeannet e Hennessey, citado por Schneider, diferenciam essas expressões, dizendo que:

O marketing internacional envolve fatores relativos ao comércio entre os países, enquanto o global refere-se, especificamente, ao fenômeno da globalização, podendo ser considerado como uma subcategoria do marketing internacional com presença muito forte em nível mundial. (JEANNET; HENNESSEY apud SCHNEIDER, 2002, p. 13)

Assim, “o marketing internacional pode ser definido como sendo a performance das atividades de marketing entre dois ou três países. Já o global envolve decisões em negociações entre vários países, ao mesmo tempo.” (SCNHEIDER, 2002, p. 13)

Fontes:

CARNEIRO, André. Mas afinal, o que é Marketing? 2008. Disponível em: http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/mas-afinal-o-que-e-marketing/25831/. Acesso em: 06 abr. 2012.

JEANNET, Jean-Pierre; HENNESSEY, Hubert D.  Global Marketing Strategies. 2. ed. Boston: Houghton Mifflin Company, 1992. In SCHNEIDER, Ana Cristina Sant’anna. Um Processo de Internacionalização de uma empresa do setor moveleiro: Um Estudo de caso. 2002. 150f. Dissertação (Mestrado em Administração) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre. 2002.

KOTLER, Philip. Administração de Marketing: A Edição do Novo Milênio. 10ª ed. São Paulo: Prentice Hall, 2000.

KOTLER, Philip; KELLER, Kevin Lane. Administração de marketing: a bíblia do marketing. 12. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2006. xxii, 750 p. ISBN 8576050013

LAS CASAS, Alexandre Luzzi. Marketing: Conceitos, Exercício, Casos. São Paulo: Editora Altas S.A, 5 ed. 2001. 328 p.

Sobre Alex Oliveira

Graduado em Comércio Exterior e Técnico em Informática.
Esse post foi publicado em Marketing e marcado , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s