Os Acordos Internacionais e a Formação dos Blocos Econômicos

Na economia globalizada há uma grande ampliação das trocas comerciais internacionais. E por causa dessa forte interação, alguns países procuram agrupar-se para enfrentar melhor a concorrência no mercado mundial. A formação de blocos econômicos é uma regionalização dentro do espaço mundial, mas também uma forma de aumentar as relações em escala global, pois, ao participar de um bloco, um país tem acesso a vários mercados consumidores, dentro e fora do seu bloco.

De acordo com Almeida e Rigolin (2002), existem diferentes graus de interação entre essas associações:

a) Zona de Livre Comércio: nesse tipo de bloco, a intenção é apenas criar uma área de livre circulação de mercadorias e capitais. Exemplo: Nafta – Acordo de Livre Comércio da América do Norte.

b) União Aduaneira: além da zona de livre circulação de mercadorias e capitais, na união aduaneira é usada uma tarifa externa comum (TEC) em relação a países que não pertencem ao bloco. Exemplo: Mercosul.

c) Mercado Comum: além de apresentar as mesmas características das associações anteriores, o mercado comum compreende a livre circulação de pessoas e a padronização das legislações econômica, trabalhista, fiscal e ambiental. Exemplo: União Europeia até dezembro de 1998.

d) União Política e Econômica: atual estágio da União Europeia, após a adoção da moeda única, o euro.

Os maiores blocos econômicos da globalização são: União Europeia, Nafta, Mercosul e Apec (Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico). (ALMEIDA; RIGOLIN, 2002).

Fontes

ALMEIDA, Lúcia Marina Alves de; RIGOLIN, Tércio Barbosa. Geografia. São Paulo: Ática, 2002.

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A Cultura Exportadora no Brasil

O ENCOMEX (2012) define cultura exportadora como sendo, “em princípio, o grau de abertura, de tradição, de intimidade que se tem com o mercado externo”; exemplifica ainda, com efeito, que “uma empresa pensa no mercado externo como extensão natural ou permanente de seu mercado doméstico”.

Infelizmente, no Brasil, a cultura exportadora é fraca, mesmo com os grandes estímulos do governo; esse quadro é ainda mais negativo quando se trata das MPE (Micro e Pequenas Empresas).

Um exemplo prático atual de uma economia com cultura exportadora emergente é a China, que hoje assume a segunda posição no ranking das importações realizadas pelo Brasil e, também, primeiro lugar como maior comprador dos produtos brasileiros. Segundo dados do MDIC, a China ocupa o lugar de maior exportador do mundo, ranking no qual o Brasil se encontra em vigésimo segundo lugar¹.

Tabela 1 – Principais Países Fornecedores do Brasil

Principais Países Fornecedores – Jan/Jun – 2012 – US$ Milhões

Países

Valor

Participação %

1º Estados Unidos da América

16.122

14,6

2º China

16.059

14,6

3º Argentina

7.365

6,7

Fonte: Adaptado de MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR, 2012.

Tabela 2 – Principais Países Compradores do Brasil

Principais Países Compradores – Jan/Jun – 2012 – US$ Milhões

Países

Valor

Participação %

1º China

21.158

18,1

2º Estados Unidos da América

13.800

11,8

3º Argentina

8.837

7,5

Fonte: Adaptado de MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR, 2012.

Fontes

ENCOMEX. Cultura exportadora. Disponível em: http://www.encomex.desenvolvimento.gov.br/antigo/conteudo/index/secao/3. Acesso em: 11 nov. 2012.

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR. Balança Comercial Brasileira: Dados consolidados. Disponível em: http://www.desenvolvimento.gov.br/arquivos/dwnl_1349207864.pdf. Acesso em: 11 nov. 2012.

¹ Mais informações, consultar as estatísticas disponibilizadas pelo MDIC: http://www.desenvolvimento.gov.br/.

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A Estratégia de Exportar com ou sem Marca Própria

Floriane at al (2012, p. 2) conceitua marca própria como sendo “[…] todos os produtos distribuídos exclusivamente pela organização que detém a marca utilizada […]”.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Governo de Portugal, através do seu Portal Guia do Exportador (2012), ressalta que “as marcas de produtos e serviços funcionam como:”

a) Sinais identificadores da origem dos produtos e serviços;

b) Sinais de garantia da manutenção dos atributos dos produtos ou serviços reconhecidos pelos consumidores;

c) Sinais de comunicação, que funcionam como suporte da promoção e da publicidade. (GUIA DO EXPORTADOR, 2012)

Ainda, segundo o Guia do Exportador (2012), “a marca é um dos mais valiosos ativos que as empresas detêm, conferindo-lhes importantes vantagens competitivas sobre os concorrentes”. Com efeito, ainda chama atenção ao afirmar que “[…] a propriedade sobre uma marca apenas se adquire por via do registro nacional, internacional ou comunitário e não através do simples uso no mercado”. Dessa forma “as empresas que protegem as suas marcas nos mercados de exportação fortalecem a sua atividade mercantil e ganham opções que de outra forma não teriam”, sendo algumas delas, por exemplo:

a) poder produzir os produtos e a exportá-los diretamente ou através de intermediários, sabendo que nenhuma outra empresa o poderá fazer sem a sua autorização;

b) poder licenciar as suas marcas e patentes a empresas estrangeiras que representarão os produtos localmente, em troca do pagamento de royalties;

c) ficam aptas a estabelecer joint ventures com outras empresas para produção ou comercialização dos produtos no mercado externo. (GUIA DO EXPORTADOR, 2012)

O Guia do Exportador (2012) adverte que “o processo de internacionalização de produtos pode ser extremamente desafiante, mas, ignorando-se a proteção das marcas, pode implicar alguns riscos”, dentre os riscos mais comuns, temos, por exemplo:

a) pensar que a proteção conferida pelo registro é universal. As marcas são, por natureza, direitos territoriais, isto significando que só se encontram protegidos em determinado país se o interessado os registrar nesse país;

b) não averiguar se o mercado está livre para a entrada de uma marca num determinado território. A maioria dos países já disponibiliza as suas bases de dados para consulta online. Uma pesquisa prévia, embora não seja obrigatória, é essencial para o sucesso do pedido de registro;

c) pensar que as regras são iguais em todos os países. É verdade que existe alguma harmonização legislativa em alguns países, mas há áreas em que as leis variam significativamente de país para país. As empresas devem tomar particular atenção às exigências formais para o registro, já que estas podem apresentar variações substanciais. (GUIA DO EXPORTADOR, 2012)

Frente ao apresentado, comparando-se as vantagens de se exportar com marca própria a não fazê-lo, vê-se a importância dos benefícios de planejar estrategicamente o uso da marca como ferramenta competitiva na atuação no mercado externo.

Fontes:

FLORIANE, Dinorá. FRITZEN, Nadine Edivane Drehmer. Registro da Marca das Empresas Têxteis do Médio Vale do Itajaí e a Exportação. Disponível em: http://www.ead.fea.usp.br/eadonline/grupodepesquisa/publica%C3%A7%C3%B5es/Heidy/13.pdf. Acesso em: 12 nov. 2012.

MINISTÉRIOS DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS. Guia do Exportador. Disponível em: http://www.portugalglobal.pt/PT/Internacionalizar/GuiadoExportador/VenderComMarcaPropria/Paginas/VenderComMarcaPr%C3%B3pria.aspx. Acesso em: 12 nov. 2012.

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A Negociação Internacional

Os processos de negociações internacionais, comparados aos processos de negociações domésticos, são muito mais complexos por terem maior número de variáveis envolvidas. Dessa forma, torna-se necessário estudar e conhecer as características dos mercados alvos, para que essas variáveis não influenciem negativamente nos objetivos dos exportadores brasileiros.

A quantidade de conceitos de negociação é inumerável e varia de autor para autor. Para melhor apresentar esses conceitos, leva-se em consideração o estudo realizado por Almeida e Martinelli, que selecionaram diversos autores e conceitos que, de maneira geral, acoplaram as demais definições existentes. Dessa forma, apresenta-se a seguir esses conceitos:

a) negociação é um campo de conhecimento e empenho que visa à conquista de pessoas de quem se deseja alguma coisa. (ALMEIDA; MARTINELLI apud COHEN, 1980);

b) negociação é o uso da informação e do poder, com o fim de influenciar o comportamento dentro de uma rede de tensão. (ALMEIDA; MARTINELLI apud COHEN, 1980);

c) negociação é um processo de comunicação bilateral, com o objetivo de se chegar a uma decisão conjunta. (ALMEIDA; MARTINELLI apud FISHER & URY, 1985);

d) negociação é o processo de comunicação com o propósito de atingir um acordo agradável sobre diferentes idéias e necessidades. (ALMEIDA; MARTINELLI apud ACUFF, 1993);

e) negociação é vista como um instrumento para a satisfação das necessidades básicas das pessoas. (ALMEIDA; MARTINELLI apud ACUFF, 1993);

f) negociação é a atividade que envolve um elemento de negócio ou barganha – uma troca de um recurso valioso para um lado para possibilitar que ambas as partes atinjam um resultado satisfatório. (ALMEIDA; MARTINELLI apud HODGSON, 1996);

g) negociação é a atividade que pode afetar profundamente qualquer tipo de relacionamento humano e produzir benefícios duradouros para todos os participantes. (ALMEIDA; MARTINELLI apud NIERENBERG, 1981);

h) negociação importa em acordo e, assim, pressupõe a existência de afinidades, uma base comum de interesses que aproxime e leve as pessoas a conversarem. (ALMEIDA; MARTINELLI apud MATOS, 1989);

i) nodos nós negociamos, pois a negociação é simplesmente um modo eficiente de conseguir aquilo que queremos; negociamos para resolver nossas diferenças e negociamos por interesse próprio, para satisfazer nossas necessidades. (ALMEIDA; MARTINELLI apud MILLS, 1993);

j) negociação é o processo por meio do qual as partes se movem das suas posições iniciais divergentes até um ponto no qual o acordo pode ser obtido. (ALMEIDA; MARTINELLI apud STEELE et al, 1989);

k) negociação envolve a tentativa, por parte de duas ou mais partes, de completar uma transação por meio do uso da barganha. (ALMEIDA; MARTINELLI apud STEELE et al, 1989).

Tendo sido apresentados esses conceitos, percebe-se que há uma enorme diferença entre eles, pois cada autor trabalha de um ponto de vista diferente. Isso ocorre porque determinados seguimentos de negócios exigem estratégias e abordagens específicas, que sejam aplicadas de acordo com o ambiente e com a conjuntura atual da negociação. Outro motivo explícito para essa diversificação de conceitos é o perfil dos negociadores, que por sua vez, é uma característica necessária e extremamente importante para qualquer negociador, e que influência sua atuação no processo de negociação.

Nas negociações internacionais é necessário que as partes envolvidas levem em consideração as principais diferenças existentes entre elas. Para o SEBRAE (2005), essas diferenças são quanto à cultura, linguística e, adicionalmente, a outros fatores ligados ao sistema¹.

a) diferenças linguísticas: são aquelas ligadas ao uso do idioma e da comunicação;

b) diferenças culturais: são, em sua totalidade, relacionados à religião, aos costumes, a linguagem corporal, ao uso das cores e seus significados, aos costumes alimentares e aos presentes;

c) diferenças sistêmicas: com relação ao sistema, o SEBRAE afirma que:

Outro conhecimento que deve ser observado é o potencial do mercado para absorção do produto em questão, sua legislação de comércio exterior e suas restrições tarifárias. Preocupações com a política cambial e de financiamento e a logística de distribuição são fatores primordiais. Todas essas informações conhecidas previamente podem definir se é realmente vantajoso explorar o mercado em questão. Sem esses conhecimentos, a negociação pode acabar gerando prejuízos incalculáveis. Se houver dificuldades em conhecer esses aspectos, sugere-se a encomenda de uma pesquisa de mercado. (SEBRAE, 2005, p. 14)

Fontes:

MARTINELLI, Dante P. ALMEIDA, Ana Paula de. Negociação: Como transformar confronto em cooperação. São Paulo: Editora Atlas S.A., 1997.

MARTINELLI, Dante P. VENTURA, Carla A. A. MACHADO, Juliano R. Negociação Internacional. São Paulo: Editora Atlas S.A., 2004.

SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS. Marketing Internacional. Disponível em: http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/bds.nsf/A8AEE1A5A6EEDA3103256FE100475BE5/$File/NT000A673E.pdf. Acesso em: 12 nov. 2012.

¹ Brilman (1991) apud SEBRAE (2005) considera como sistema a geografia, o clima, a demografia, a organização da sociedade, a política, econômica e legal. p. 373.

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A Internacionalização de Empresas

Cintra e Mourão, citados por Mendes (2010), apontam que a “internacionalização é o processo de concepção do planejamento estratégico, e sua respectiva implementação, para que uma empresa passe a operar em outros países diferentes daquele no qual está originalmente instalada”.

Cada vez mais as empresas brasileiras têm buscado sua internacionalização, com o intuito de se beneficiar das vantagens que lhes são proporcionadas por esse processo. Contudo, ressaltasse a importância de que haja planejamento, estudo e definições de estratégias antes da internacionalização da empresa. Esse aspecto é demonstrado pela APEX Brasil, a qual explicita que:

A internacionalização fortalece as marcas nacionais e cria um importante diferencial de mercado em um mundo cada vez mais competitivo. A decisão, no entanto, exige preparo. É essencial que a empresa interessada planeje os processos com critério, conheça o mercado, forme parcerias locais, aperfeiçoe estratégias eficientes e tenha sede por inovação. (AGÊNCIA BRASILEIRA DE PROMOÇÃO DE EXPORTAÇÕES E INVESTIMENTOS, 2012)

Nesse mesmo sentido, segundo Jeannet e Hennessey, citados por Schneider:

[…] quando uma empresa decide se internacionalizar, precisa ser muito mais do que um exportador para entender o ambiente de marketing do país com quem estará negociando. Antes de pensar no mercado externo, a empresa deve avaliar dentro do mercado doméstico, suas estratégias de vendas, comunicação e distribuição. Um importante desafio para a internacionalização é o entendimento dos diferentes ambientes com os quais está tratando. (SCHNEIDER, 2002, p. 14)

Segundo Kloter, registrado por Cassar, contextualizado por Dias e Rodrigues e citados por Mendes (2010), há três alternativas de inserção no mercado internacional, sendo elas as exportações, parcerias e investimentos diretos. No entanto, é importante incluir a importação como mais uma alternativa de internacionalização, uma vez que muitos autores e estudiosos contemplam sua importância e sua representação nos resultados comerciais de um país.

Internacionalização através da importação

Para Talen (2012), “o comércio internacional entre as nações é importante para os países, para que as importações e exportações sejam realizadas com sucesso. Com a globalização, a prática de importação se tornou mais viável e atrativa”.

Para Vazquez (2004) citado por Talen (2012), “a economia mundial faz com que as nações interajam e comercializam bens e serviços, de maneira mais rápida e com tendência para aumentar as relações comerciais entre eles”.

Existem diversas formas para realizar a importação e a nacionalização do produto, dentre as quais se podem destacar: a modalidade de recolhimento integral dos impostos; isenção e suspensão dos impostos e importação de produtos que necessitam de licença ou certificado de origem. Devido ao crescimento da economia, muitas organizações estão fazendo a internacionalização da empresa, para serem mais competitivas no mercado e aumentar os lucros.

Internacionalização através da exportação

a) exportação direta: Mendes afirma que na exportação direta:

[…] a empresa exportadora participa de todas as fases que levará seu produto ou serviço ao mercado internacional. Desde a fase pré-embarque, quando então ocorrem os planejamentos de exportação, os estudos dos mercados a serem atingidos, a negociação até a fase do embarque da mercadoria ou a prestação de serviço, com todos os seus trâmites pertinentes e, ainda, as rotinas das contratações de câmbio junto às instituições financeiras e o atendimento pós-venda. (MENDES, 2010)

b) exportação indireta: as empresas, por falta de experiência no exterior, iniciam suas atividades por meio de exportações indiretas. Ainda segundo Mendes, na exportação indireta:

[…] a empresa passa a ser a fabricante ou a produtora do bem ou prestadora de serviços, ou seja, atuando somente como a fornecedora dos bens e serviços que serão negociados no exterior por uma Comercial Exportadora ou Trading Company que se responsabiliza por todos os trâmites pré e pós-embarque da exportação. (MENDES, 2010)

Esses intermediários podem ser:

  • através de Trading Companies;
  • através de Empresas Comerciais Exportadoras;
  • através de outras empresas produtora e exportadora;
  • através de Consórcios de Exportação.

Internacionalização através de licenciamento

Para Souza (2006, p. 434), “trata-se de uma modalidade na qual uma empresa licenciadora atribuiria a outra empresa o direito de fabricar, montar ou utilizar de qualquer outra forma a marca do produto”. Segundo o autor, “o licenciador pactua um acordo com o licenciado no mercado externo oferecendo-lhe o direito de usar o processo de fabricação, marca, patente, segredo comercial ou outro item de valor, mediante o pagamento de uma taxa ou de royalties”. Com isso, “o licenciador ganha ao entrar no mercado com pouco risco e o licenciado adquire habilidade de produção ou um produto/marca bem conhecido no mercado sem precisar fazer muito esforço”.

Internacionalização através de franquia (franchising)

O SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) define a franquia como sendo “uma modalidade de negócio comercial, em franca expansão no Brasil e no exterior, envolvendo a distribuição de produtos ou serviços, mediante condições estabelecidas em contrato, entre franqueador e franqueado”. O franchising, neste caso é:

[…] uma estratégia para a distribuição e comercialização de produtos e serviços. É um método seguro e eficaz para as empresas que desejam ampliar suas operações com baixo investimento, representando, por outro lado, uma grande oportunidade para quem quer ser dono de seu próprio negócio. (SEBRAE, 2012)

O franqueador é:

[…] a empresa detentora da marca, que idealiza, formata e concede a franquia, do negócio ao Franqueado que é uma pessoa física ou jurídica, que adere à rede de franquia. No sistema de Franchising. , o franqueado investe recursos em seu próprio negócio, o qual será operado com a marca do Franqueador e de acordo com todos os padrões estabelecidos e supervisionados por ele. A essência do Franchising está na parceria. Por isso, o sistema tem alcançado elevados índices de êxito, medidos por taxas de sucesso das franquias nos mais diversos ramos de atividade. (SEBRAE, 2012)

Internacionalização através de IDE – Investimento Direto no Exterior

Sobre o Investimento Direto em Empresa no Exterior, o DNDES dispõe que:

As operações de Investimento Direto Externo (IDE) têm por objetivo estimular a inserção e o fortalecimento de empresas de capital nacional no mercado internacional,  através do apoio a investimentos ou projetos a serem realizados no exterior, desde que contribuam para o desenvolvimento econômico e social do País. (BNDES, 2012).

Internacionalização através de criação de filial no exterior

Segundo Souza (2006, p. 435) “o investimento direto constitui uma forma de participação no mercado exterior que requer o maior comprometimento do capital, exigindo até mesmo esforços gerenciais de grande decisão”.

A criação de uma filial no exterior, ainda segundo Souza (2006, p. 436) “pode se dar através da construção de uma nova unidade no exterior, por meio de expansão ou, ainda pela aquisição de uma unidade local”.

É importante ressaltar que essa modalidade de inserção no mercado internacional consiste numa grande exposição da empresa aos riscos impostos pelo próprio ambiente político-econômico do país receptor, ou seja, moedas desvalorizadas ou bloqueadas, mercados ruins ou até mesmo a expropriação. (SOUZA, 2006, p. 436)

Fontes:

AGÊNCIA BRASILEIRA DE PROMOÇÃO DE EXPORTAÇÕES E INVESTIMENTOS. Exportação. Disponível em: http://www.apexbrasil.com.br/portal/. Acesso em: 11 nov. 2012.

BANCO NACIONAL DO DESENVOLVIMENTO. Internacionalização de empresas. Disponível em: http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/Apoio_Financeiro/Produtos/FINEM/internacionalizacao_empresas.html. Acesso em: 11 nov. 2012.

JEANNET, Jean-Pierre; HENNESSEY, Hubert D.  Global Marketing Strategies. 2. ed. Boston: Houghton Mifflin Company, 1992. In SCHNEIDER, Ana Cristina Sant’anna. Um Processo de Internacionalização de uma empresa do setor noveleiro: Um Estudo de caso. 2002. 150f. Dissertação (Mestrado em Administração) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre. 2002.

MENDES, Zilda. Internacionalização das Empresas, a Sociedade em Rede e o Papel dos Governos. Disponível em: http://www.revistaautor.com/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=604:internacionalizacao-das-empresas-a-sociedade-em-rede-e-o-papel-dos-governos&catid=101:internacional&Itemid=49. Acesso em: 11 nov. 2012.

SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS. O que é franquia? Disponível em: http://www.pa.sebrae.com.br/sessoes/pse/tdn/tdn_fra_oque.asp. Acesso em: 11 nov. 2012.

SOUZA, Cláudio Luiz Gonçalves de. As relações internacionais do comércio: aspectos atuais do overseas trade. Belo Horizonte: Líder, 2006. 462 p. ISBN 8588466538

TALEN. A internacionalização de empresas no processo de importação. Disponível em: http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/a-Internacionaliza%C3%A7%C3%A3o-Da-Empresa-No-Processo/307563.html. Acesso em: 11 nov. 2012.

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Marketing: Um estudo conceitual

Com o crescimento da competitividade, tanto no mercado interno como externo, buscam-se formas de se sobressair sobre as empresas concorrentes. Através de estratégicas e planejamentos que visam alcançar eficientemente um diferencial no mercado, tem-se o marketing, que não só estimula as vendas, mas também o desenvolvimento dos negócios e a qualidade dos produtos da empresa. Nesse sentido, Las Casas afirma que:

Com o acirramento da concorrência em vários setores da economia, as empresas passaram a esforçar-se para comercializar seus produtos de maneira eficiente. Consequentemente, mais do que nunca a exposição de todos os indivíduos ao marketing tem sido intensa e ocorrido a quase todo momento. (LAS CASAS, 2001, p. 13).

O marketing, muitas vezes, é definido e entendido erroneamente pelas pessoas. Pode-se perceber isso através do artigo de Carneiro, que demonstra o seguinte:

É comum observarmos pessoas se referindo ao marketing com um tom pejorativo, associando-o somente a propaganda, publicidade, vendas e, o que é pior, a “enrolação” e enganação – como se o marketing fosse uma ferramenta para ludibriar as pessoas, mascarando um defeito de um produto, ajudando a eleger um candidato ruim ou induzindo o consumidor na compra de um produto. (CARNEIRO, 2008)

Na verdade, o marketing não é nada disso. A expressão anglo-saxônica marketing vem do inglês e deriva do latim mercátus. Em português significa mercadologia, comercialização ou ação de mercado. Com essa apresentação, vê-se que o (verdadeiro) marketing se preocupa em satisfazer necessidades e não em “criá-las”. Portanto, o marketing não é um “vilão”, ele é uma ferramenta importante para o equilíbrio social. (Carneiro, 2008).

Para a American Marketing Association, citada por Carneiro (2008), “o marketing é uma função organizacional e um conjunto de processos que envolvem a criação, a comunicação e a entrega de valor para os clientes, bem como a administração do relacionamento com eles, de modo que beneficie a organização e seu público interessado.” De certa forma, essa definição não difere muito do que demonstra Keller e Kotler (2007, p.4), os quais evidenciam que “o marketing envolve a identificação e a satisfação das necessidades humanas e sociais. Para defini-lo de uma maneira simples, podemos dizer que ele supre as necessidades lucrativamente”.

Cateora, citada por Schneider (2002 p. 13), afirma que “marketing internacional é a realização das atividades empresariais que diferenciam o fluxo de bens e serviços de uma empresa para os seus consumidores ou usuários em mais de um país, visando à obtenção de lucro”.

Nesse momento é importante destacar que marketing internacional não tem o mesmo sentido que marketing global. Jeannet e Hennessey, citado por Schneider, diferenciam essas expressões, dizendo que:

O marketing internacional envolve fatores relativos ao comércio entre os países, enquanto o global refere-se, especificamente, ao fenômeno da globalização, podendo ser considerado como uma subcategoria do marketing internacional com presença muito forte em nível mundial. (JEANNET; HENNESSEY apud SCHNEIDER, 2002, p. 13)

Assim, “o marketing internacional pode ser definido como sendo a performance das atividades de marketing entre dois ou três países. Já o global envolve decisões em negociações entre vários países, ao mesmo tempo.” (SCNHEIDER, 2002, p. 13)

Fontes:

CARNEIRO, André. Mas afinal, o que é Marketing? 2008. Disponível em: http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/mas-afinal-o-que-e-marketing/25831/. Acesso em: 06 abr. 2012.

JEANNET, Jean-Pierre; HENNESSEY, Hubert D.  Global Marketing Strategies. 2. ed. Boston: Houghton Mifflin Company, 1992. In SCHNEIDER, Ana Cristina Sant’anna. Um Processo de Internacionalização de uma empresa do setor moveleiro: Um Estudo de caso. 2002. 150f. Dissertação (Mestrado em Administração) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre. 2002.

KOTLER, Philip. Administração de Marketing: A Edição do Novo Milênio. 10ª ed. São Paulo: Prentice Hall, 2000.

KOTLER, Philip; KELLER, Kevin Lane. Administração de marketing: a bíblia do marketing. 12. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2006. xxii, 750 p. ISBN 8576050013

LAS CASAS, Alexandre Luzzi. Marketing: Conceitos, Exercício, Casos. São Paulo: Editora Altas S.A, 5 ed. 2001. 328 p.

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Logística Reversa: O que é, como planejar e como controlar

Tendo em vista que todos os produtos estão sujeitos ao descarte, fica evidente que a vida dos mesmos, do ponto de vista logístico, não se finda com sua entrega ao cliente. Neste contexto, Lacerda define logística reversa como:

O processo de planejamento, implementação e controle do fluxo de matérias-primas, estoque em processo e produtos acabados (e seu fluxo de informação) do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recapturar valor ou realizar um descarte adequado. (LACERDA, 2009, p. 2).

Por meio do processo de logística reversa, as empresas conseguem desenvolver materiais reaproveitados que podem voltar ao fluxo de produção. Esse processo consiste basicamente em, através de um acordo prévio, coletar, separar, embalar e expedir itens usados ou danificados, dos pontos de consumo até os locais de reprocessamento, revenda ou descarte.

Produtos e embalagens recebem tratamentos diferentes. Para os produtos, os fluxos de logística reversa acontecem mediante a necessidade de reparo, reciclagem, ou porque simplesmente os clientes os retornam. No caso das embalagens, alvo da pesquisa, os fluxos se dão em função da sua reutilização ou descarte. Embalagens retornáveis, geralmente, possuem custos maiores que as demais. Entretanto, quanto maior o número de vezes que é usada, menor o custo por viagem que, por sua vez, tende a ficar menor que o custo da embalagem não retornável. (LACERDA, 2009).

De acordo com Lacerda (2009), a eficiência do processo de logística reversa depende de como ele é planejado e controlado. Para tanto, alguns fatores críticos foram identificados para contribuir com o seu desempenho:

a) bons controles de entrada – no início do processo de logística reversa é necessário identificar corretamente o estado dos materiais que retornam para que estes possam seguir o fluxo reverso correto ou mesmo impedir que materiais que não devam entrar no fluxo o façam. Bons controles de entradas são alcançados com treinamento de pessoal e pode ser fonte de confiança entre clientes e fornecedores;

b) processos padronizados e mapeados – uma das maiores dificuldades na logística reversa é eu ela é tratada como um processo esporádico e não regular. Ter processos corretamente mapeados e procedimentos formalizados é condição fundamental para se obter controle e conseguir melhorias;

c) tempo de ciclo reduzido – o tempo de identificação da necessidade de reciclagem, disposição ou retorno das embalagens e seu efetivo processamento não devem ser longos. Caso contrário adicionarão custos desnecessários porque atrasam a geração de caixa e ocupam espaço, dentre outros aspectos;

d) sistema de informação acurado – a capacidade de rastreamento de retornos, medição dos tempos de ciclo e do desempenho de fornecedores permite obter informações cruciais para negociações, melhoria de desempenho e identificação de abusos dos consumidores no retorno de embalagens;

e) rede logística planejada – a implementação de processos logísticos reversos requer a definição de uma infraestrutura logística adequada para lidar com os fluxos de saída de materiais processados. Instalações de processamento e armazenagem e sistemas de transporte devem ser desenvolvidos para ligar de forma eficiente os pontos de consumo onde os materiais usados devem ser coletados até as instalações onde serão utilizados no futuro;

f) relações colaborativas entre clientes e fornecedores – práticas avançadas de logística reversa só poderão ser implementadas se as organizações envolvidas desenvolverem relações mais colaborativas e de confiança, evitando assim, abusos provenientes de ambas as partes.

Fontes:

LACERDA, Leonardo. Logística reversa: uma visão sobre os conceitos básicos e as práticas operacionais. Rio de Janeiro, 2009. Disponível em: http://www.sargas.com.br/site/artigos_pdf/artigo_logistica_reversa_leonardo_lacerda.pdf. Acesso em: 06 abr. 2012

Texto enviado pela colaboradora Rebeca Maia, Bacharela em Administração com linha de formação específica em Comércio Exterior pela PUC-MG e Graduanda em Jornalismo pela UniBH.

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